
João Marques:
Assim que começaram a surgir as primeiras confirmações das bandas, apercebi-me logo que não podia faltar.Era um cartaz único e irrepetível em Portugal.
Juntava bandas menos conhecidas( mas que vêm dando cartas no panorama musical nacional e internacional,tais como,Oioai,The Rakes e The Sounds) que actuaram no palco Mini Sagres com grandes nomes da música internacional,Pearl Jam,Linkin Park, The Used,The White Stripes e os tão esperados The Smashing Pumpkins, que demonstraram entre outros o seu valor no palco principal.
Fazendo referência apenas ao dia em que a nossa equipa esteve presente,dia 08/06/2007,na minha opinião, o melhor dos três,começamos por uma boa organização,muitos bares,a ideia do tapete verde junto ao palco foi fantástica,o recinto era enorme e oferecia as condições mínimas à realização deste evento, contudo apesar de a "everythingisnew" já o ter anunciado atempadamente,acho que faltou um local para o pessoal acampar, tendo em conta que grande parte das pessoas que vão ao concerto não são da zona de Lisboa, mas sim de fora e como tal precisam das condições necessárias para acampar, que os 45 euros do bilhete já deveriam cobrir.
No que toca ao espectáculo musical em si,no palco principal, The used fez um bom concerto, cativando os fãs, que já em número bastante significativo marcaram presença,cantando os seus temas mais conhecidos em coro,e apreciando a apresentação do seu mais recente álbum "Lies for the liars".O vocalista cativou o público com a sua excelente presença e com um cachecol de Portugal que toca no orgulho de todos os fãs como é óbvio.São uma banda a ter em conta.
Seguiram-se os portugueses, Blasted Mechanism,confesso que não sou grande apreciador do estilo musical deles, contudo deram um excelente espectáculo, com a sua habitual presença em palco e com a excentridade reconhecida.Milhares foram os fãs que se deslocaram para ver este grupo que tem tudo para vingar internacionalmente,o estilo diferente,o dialecto próprio, a indumentária, a presença em palco, os instrumentos por eles criados e todas as sonoridades revolucionárias que produzem.Para uns muitos apreciadores dos Blasted nada melhor que uma sequência como esta: «Are U Ready?», «Blasted Empire», «Sun Goes Down» e «All the Way» que conduziram o concerto em crescendo até à inevitável «Nadabrovitchka».
Agora falando de uma das bandas que mais fãs atraiu a este festival,Linkin Park.Com certeza não esperava uma setlist como a que estes apresentaram.Contava que fossem apresnetar o novo album e cantassem alguns êxitos para aquecer o público,contudo eles cantaram 6 novas músicas e cantaram todos os êxitos que deixaram os fãs em absoluto delírio.«Numb»,«Somewhere I Belong», «From The Inside», «Crawling» ou, no fim o encore,com o sintetizador em primeiro plano foi brilhante a forma como o público cantou a uma só voz, com "Faint" a ser o seu expoente máximo.Chester desfez-se em elogios ao povo português, dizendo mesmo em certa altura, que fomos um dos melhores publicos, se não o melhor que já tiveram em toda a sua carreira.
As condições estavam criadas para o início do concerto que foi o principal motivo da nossa ida ao Oeiras Alive!07 : Pearl Jam.
Por esta altura,abismado ficava ao olhar em volta quando não conseguia ver mais nada se não pessoas, eram milhares e milhares de pessoas aguardando pelo mítico Eddie Vedder.Chegou o momento mais esperado da noite e para mim era uma novidade ver Pearl Jam ao vivo.Espectante, cantei e saltei do início ao fim, as músicas que Vedder apenas necessitava de dar o primeiro acorde e a legião de admiradores cantava a uma só voz.Foi notório o espanto que Eddie tinha ao ver-nos vibrar daquela maneira, para recordar fica aquele momento em que Vedder cruzam os braço no peito e fica a ouvir-nos até ao fim.O ponto mais alto da noite foi sem dúvida o "que se foda madrid" proferido pelo vocalista e que levou os fãs ao delírio.Começando por «Corduroy», «Evolution Baby» e «Worldwide Suicide». A banda contou com o apoio avassalador do público. Seguiram-se «Animal», «Even Flow» ou «Daughter», bem como curtos discursos de Eddie Vedder em português, dedicados aos fãs nacionais e aos nossos mares.Seguiram-se dedicatórias de músicas aos habituais surfistas e a dois bébes.
"Betterman","Black" e "World Wide Suicide" foram os que recolheram as mais cativantes reacções do público.Faltou "Last Kiss" que seria com certeza um dos momentos mais esperados pelos "jammers" mas que não foi correspondido.Foi um concerto brilhante e um sonho realizado,ansiamos por mais e melhor!Quando voltarem com certeza a "Five-horizons" lá estará!
PS:como apontamentos a titulo de curiosidade,temos as muitas caras conhecidas que encontrámos tanto no recinto como fora, entre elas, João Pedro Pais( que o encontrámos numa bomba de gasolina e lhe pedimos informações àcerca da localização do recinto,sem em momento algum darmos a notar que o conheciamos,foi de rir) ,Isaltino Morais, Tiago Bettencourt,as "moranguitas" todas, entre outros
André Belo:
Desta vez a crónica do Alive07 vai ser em formato face off. As diferentes opiniões e visão dos acontecimentos também servem para enriquecer uma crónica. Espero que assim seja!
Vou-me concentrar naquilo que vi ao vivo mas no fim vou comentar o que vi pela Tv.
Ao entrar no recinto denotei algumas falhas na segurança, principalmente no tipo de piso algum com pedras soltas. Já tivemos uma má experiência num festival do Ermal onde no mesmo dia os fãs de Slipknot por rivalidade apedrejaram os Nickelback. A evitar da próxima vez, como o João disse aquela ideia do tapete verde foi excelente mas pecava por curto. De resto e no geral estava tudo bem organizado, bastante variedade de restauração. Vejam lá que até houve ASAE atrás dos cachorros fora do prazo. LOL
Falta realmente um campismo (o preço dos bilhetes foi um pouco puxado para não ter essa opção) e comboios até um pouco mais tarde.
Agora falemos de música, começamos pelos OiOai que assistimos a meia hora de concerto. Têm bom som, muito melhor que o 1º single a sair do álbum homónimo o “Sushi baby” que ao vivo não resulta assim tão bem. Aguardei para ouvir o “Jardim das Estátuas” o novo single mas estava quase na hora de começar os The Used no Palco Principal (Optimus).
Assim começa a maratona de grandes emoções. Os The Used surpreenderam pela positiva, em especial o baixista Jeph Howard que quase não podia com o baixo (devido á sua bem pequena estatura), mas dava-lhe com bastante empenho e alguma classe. De realçar um momento em que o vocalista separa o publico em 3 partes para fazer um Moshpit com a parte do meio do público. Nota bastante positiva.
Depois veio uma das melhores bandas portuguesas ao vivo, se não a melhor.Os Blasted Mechanism. Digo isto porque estes senhores em palco transformam-se (pela positiva claro). Parece que nos levam mesmo para um outro mundo, o deles. Foi a 3ª vez ke os vi, mas a 1ª com estes fatos que são estrondosos. Só houve uma falha, não terem tocado a “manipulation” a minha preferida ao vivo. Mas estão perdoados…Nota 4 estrelas.
Agora a conversa é outra, é sobre uns tais de Linkin Park. Confesso ke estava um pouco céptico em relação a ver esta banda ao vivo, mas mesmo assim curioso. Poix está ke mudei radicalmente de ideia, tipo eles ao vivo são do melhor ke há. “Descarregaram” os singles dos seus 3 álbuns de uma maneira ke nos ia fazendo saltar sem parar, destaco o “Lying from you” e o novíssimo “What I`ve Done”, mas estou a ser injusto pois todos os temas foram bons. De realçar a boa colocação da banda em palco com o baterista Rob Bourdon e o Dj Joe Hahn em cima de uma espécie de elevadores, o baixista Dave Farrel e o guitarrista Brad Delson em cima das colunas de retorno e por fim a boa movimentação do Mike Shinoda (quando não tocava nenhum instrumento) juntamente com o Chester Bennington. Nota extremamente positiva. Nota 6 estrelas!
Seriam os melhores da noite se não houvesse mais nada depois. Mas depois caros leitores…depois veio a melhor banda do mundo e arredores!
Os Pearl Jam são cada vez mais Portugueses, afirmo isto com a maior das convicções. Vi-os em Belém 2000, em Setembro do ano passado nos 2 concertos e eles deliram com a forma como os “tugas” os acarinham tanto. Já quase que não conseguem improvisar nada naquelas músicas clássicas do improviso (“Daughter”, “Black”ou “Alive”), pois o publico já canta a parte do improviso. Para o Eddie e o Matt Cameron ficarem a aplaudir o publico a cantar, imaginem o nível da coisa. Por muito ke diga não sei se consigo descrever este concerto pois isto mexe com muitas emoções e nem sempre é fácil explicar as emoções. Congratulo-me por ter levado comigo o sócio João (ke tem menos 10 anos ke eu) e de ter vivido akeles momentos com ele, afinal foi a estreia dele a ver os Pearl Jam.
Bem para finalizar comento rapidamente o 2º e 3º dia. Balla foi decepcionante, para mim não resulta muito bem ao vivo. Depois mais dois grandes concertos Os White Stripes deram show e os Smashing Pumpkins estiveram muito bem. Por ultimo o 3º dia foi á base de Hip-Hop, o Sam não comprometeu, Matisyahu tenho pena de ter perdido, os Da Weasel em grande como sempre e os Beastie Boys não assisti por isso não é justo comentar. Kuanto ao palco secundário devido aos horários do palco principal e á distância entre eles acredito ke se tenham perdido grandes concertos, uma matéria a rever também.
Enfim um dia cheio de fortes emoções, que quem o perdeu bem se pode roer de inveja e estar bastante arrependido!!!
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A equipa,
Five horizons